23 novembro 2017

Haja alguém que fale disto !

Falemos então das verdadeiras «corporações» e dos verdadeiros «privilegiados»

«O jornalista Rui Peres Jorge no Jornal de Negócios estima que o actual Governo já gastou 9,9 mil milhões de euros a apoiar a banca. Afigura-se que, contudo, os custos finais irão ser muito superiores.
Com efeito se se considerar ainda:
– O efeito da garantia contingente de quase 4 mil milhões de euros que beneficiará o novo accionista dominante da Lone Star (o empréstimo de 850 milhões de euros ao Fundo de Resolução previsto no Orçamento do Estado de 2018 representará apenas um primeiro adiantamento); o facto de 75% do Novo Banco, integralmente detido pelo Fundo de Resolução, com capitais próprios de mais de 6 mil milhões de euros à altura, ter sido vendido por zero euros; as indemnizações que no futuro irão ser pagas aos obrigacionistas seniores do Novo Banco expropriados dos seus créditos; o efeito negativo da dívida subordinada emitida pela CGD nos seus lucros, com reflexos nos impostos e dividendos pagos; o efeito negativo das medidas adoptadas pelo Governo no IRC pago pela banca no futuro; e o efeito de uma proposta do PS para o Orçamento do Estado de 2018 que, através de alterações ao regime de constituição de imparidades, se estima reduzirá o IRC pago pela banca nos próximos 19 anos em 5 mil milhões de euros.
 – Os compromissos passados e futuros assumidos por este Governo com a “injecção” de dinheiros públicos na banca poderão chegar, ou mesmo ultrapassar, os 20 mil milhões de euros, isto é cerca de 10% do PIB de Portugal.
– Na prática, parte da banca nacional foi literalmente doada (ou, no caso do BPI, vendida a preço de saldo) a interesses estrangeiros e a dimensão e actuação do banco público foi fortemente condicionada em resultado da carta de compromisso com a Direcção Geral da Concorrência da Comissão Europeia para autorizar a injecção de capital no banco público, tudo com consequências para a soberania do país que perdurarão no tempo.
E, o escrutínio destas decisões foi insuficiente. Será que eram mesmo necessários 20 mil milhões de euros, ou bastariam “apenas” 10 mil milhões de euros? Nunca se saberá!
O Governo sustenta que, agindo deste modo, foi possível salvar a banca e reforçar a sua robustez e que é preciso seguir em frente. Esquecer os, no presente, 9,9 e, no futuro, 20 mil milhões de euros, que somam à já muito pesada dívida pública?
Embora a actuação do Governo tenha sido muito insatisfatória na gestão deste dossiê, a actuação das autoridades europeias foi pior. Seria, por isso, de considerar a possibilidade de processar o BCE (Mecanismo Único de Supervisão) e Comissão Europeia por prejuízos causados a privados e ao erário público nesta matéria.»

22 novembro 2017

Que não haja ilusões

Manuel Carvalho anuncia o novo
Diabo: chama-se função pública



De um governo classificado de «barata tonta» a parceiros parlamentares ( e as suas «extensões sindicais») a assumir «as rédeas da política», passando por um António Costa sob a previsão de não ter «fímbria de estadista», tudo isto e muito mais, género sete pragas do Egipto, serve para Manuel Carvalho trombetear hoje no Público o novo Diabo. Eu sempre disse que eles nunca mas nunca,  jamais em tempo algum iriam perdoar o que se seguiu ao 4 de Outubro de 2015.

21 novembro 2017

Orçamento de Estado ou Orçamento de Colónia ?

Sempre grandes patriotas


E, "honra" lhes seja feita, fazem-no e dizem-no à vista de toda a gente. Como os de antigamente têm a Pátria na barriga; se lhes tocam, nem que seja ao de leve, na barriga, logo gritam que é na Pátria.

16 novembro 2017

A vez da dívida privada

Outro aviso



«Les crises font partie du métabolisme du système capitaliste mais elles ne se ressemblent pas toutes. Dans le présent article, il ne s’agit pas de revenir sur les causes générales des crises capitalistes. Il s’agit ici de diagnostiquer des facteurs qui conduisent certainement à une nouvelle crise de grande ampleur.
Quand elle éclatera, les gouvernements, les dirigeants des banques centrales et la presse dominante feindront l’étonnement comme à chaque fois.
Pour les opposants au système, il est fondamental de pointer du doigt les responsabilités et de montrer comment fonctionne le capitalisme afin d’être en mesure d’imposer enfin une autre logique et de rompre radicalement avec ce système.
Depuis 2010, profitant de la politique de bas taux d’intérêt adoptée par les banques centrales des pays les plus industrialisés (Réserve fédérale des États-Unis, Banque centrale européenne, Banque d’Angleterre, Banque du Japon, Banque de Suisse…), les grandes entreprises privées ont augmenté massivement leur endettement. Aux États-Unis, par exemple, la dette des entreprises privées non financières a augmenté de 7 800 milliards de dollars entre 2010 et mi-2017.
Qu’ont-elles fait de l’argent emprunté ? L’ont-elles investi dans la recherche-développement, dans des investissements productifs, dans la transition écologique, dans la création d’emplois décents, dans la lutte contre le changement climatique ? Pas du tout.
L’argent emprunté a servi notamment à réaliser les activités suivantes :
I. Les entreprises empruntent pour racheter leurs actions en bourse. Cela produit deux avantages pour les capitalistes : 1) cela fait monter le prix des actions ; 2) cela permet de “rémunérer” les actionnaires sans que cela entraîne pour eux le paiement d’impôts sur les bénéfices. De plus, dans de nombreux pays, les plus-values sur les actions ne sont pas taxées ou le sont à taux très bas (en comparaison avec l’impôt sur le revenu ou avec la TVA). Déjà en 2014, les rachats d’actions aux États-Unis avaient atteint un montant mensuel de 40 à 50 milliards de dollars |1|. Le phénomène s’est poursuivi ensuite. Soulignons qu’on avait assisté, avant la précédente crise, à une augmentation très forte des rachats d’actions à partir de 2003, qui avait atteint un sommet en septembre 2007 en pleine crise dite “des subprimes”. Entre 2010 et 2016, les entreprises nord-américaines ont racheté leurs propres actions en Bourse pour un montant approximatif de 3 000 milliards de dollars |2|. Comme le titrait le quotidien financier Les Échos, “Les rachats d’actions record sont le moteur de Wall Street ». Une grande partie de la bonne santé des bourses, pas seulement celle des États-Unis, est due aux rachats massifs d’actions. C’est donc tout à fait artificiel. (...)»

Ler artigo de Eric Toussaint aqui

14 novembro 2017

E se a imprensa se tornasse mandante ?

Tudo bons rapazes !


Acrescente-se que, não por acaso, só na última linha do artigo é que se explicita que se trata de Lula «sucumbir politicamente».

11 novembro 2017

Traficâncias ideológicas

Quando uma «fonte
de inspiração»
passa,
por artes mágicas, a «modelo»

Em crónica no Público de hoje, referindo-se ao discurso de Jerónimo de Sousa no Coliseu de Lisboa, por duas vezes a jornalista São José Almeida atribui ao secretário-geral do PCP a ideia de  que «a Revolução de Outubro» e o «regime soviético» são «um modelo a seguir » e «um modelo para a humanidade».

Bem pode o leitor ficar à espera que a jornalista apresente ao menos um única citação de Jerónimo de Sousa que confirme essa ideia de modelo desejável. Debalde porque o mais que ela arranja é uma afirmação de JS de que a Revolução de Outubro constitui uma «fonte de inspiração» e até que, quanto ao regime soviético, aludiu ao fracasso de «um modelo historicamente configurado de construção do socialismo».

Esta absurda e martelada identificação de «fonte de inspiração» com «modelo a seguir» na caso da autora em causa não pode ser vista como uma ligeireza ou lapso mas apenas por má-fé e truque malévolo. Com efeito, a autora não pode deixar de saber que :

1. A rejeição do seguimento de modelos de socialismo em textos do PCP e de Álvaro Cunhal é já até bastante anterior ao 25 de Abril de 1974;

2. O próprio Jerónimo de Sousa, na linha do Programa do PCP, enunciou no seu discurso no Coliseu um vasto conjunto de características do socialismo defendido pelo PCP para Portugal que ostensivamente o distinguem e distanciam do que historicamente se configurou no regime soiético. Não apenas isso e muito mais do que isso:  foi dito da tribuna do Coliseu e estava no papel entregue a SJA esta afirmação : «Sim, o mundo precisa do socialismo! Ele é uma necessidade que emerge com redobrada actualidade na solução dos problemas da humanidade. Uma necessidade que exige ter em conta uma grande diversidade de soluções, etapas e fases da luta revolucionária, certos de que não há “modelos” de revoluções, nem “modelos” de socialismo, como sempre o PCP defendeu (...)».

Conclusão : quando não se quer ouvir ou não se quer saber ler, não há nada a fazer a certas almas.

Porque hoje é sábado ( )

The Strokes

A sugestão musical deste sábado vai para a banda nova-iorquina The Strokes.






Para não esquecer !!!



08 novembro 2017

Um dia será

Não, infelizmente
não está de partida


Há um ano foi eleito com menos 3 milhões de votos que a sua adversária mas numa «grande democracia» e para «grandes democratas» isso são pormenores insignificantes .

Um programa espectacular !

Museu de Arte
Contemporânea de Montreal homenageia Leonard Cohen




ver programa aqui

«(...)Una de las muestras más esperadas es la que albergará el Museo de Arte Contemporáneo de Montreal, del 9 de noviembre al 9 de abril de 2018, bajo el título Une brèche en toute chose (Una brecha en todo). La muestra va más allá de un proyecto biográfico: el museo pidió a músicos, cineastas y artistas visuales reflexionar y crear a partir del amplio legado de Cohen. Las obras de artistas como la estadounidense Jenny Holzer, la británica Tacita Dean, el alemán Kota Ezawa o el hongkonés George Fok y la música de la belga Mélanie De Biasio, el estadounidense Moby o la francesa Lou Doillon ocuparán seis salas, en un ejercicio que va de lo local a lo universal. John Zeppetelli, director general de este centro, describe a Cohen como “un hombre profundamente montrealés y, a su vez, un icono planetario”. Por su parte, el Ballet Jazz de Montreal está representando el espectáculo Dance Me/Leonard Cohen con canciones del canadiense. »
El País

07 novembro 2017

Se não fosse assim, só teriamos silêncio


Outubro  vive no coração
e acção de milhões de homens e
mulheres de todo o mundo !


 
No túmulo dos livros,
versos como ossos,
se estas estrofes de aço
acaso descobrirdes,
vós as respeitareis,
como quem vê destroços
de um arsenal antigo,
mas terrível.
Ei-la,
a cavalaria do sarcasmo,
minha arma favorita,
alerta para a luta.
Rimas em riste,
sofrendo o entusiasmo,
eriça
suas lanças agudas.
E todo
este exército aguerrido,
vinte anos de combates,
não batido,
eu vos dôo,
proletários do planeta,
cada folha
até a última letra.
O inimigo
da colossal
classe obreira,
é também
meu inimigo
figadal.
Anos
de servidão e de miséria
comandavam
nossa bandeira vermelha.
Nós abríamos Marx
volume após volume,
janelas
de nossa casa
abertas amplamente,
mas ainda sem ler
saberíamos o rumo!
onde combater,
de que lado,
em que frente.

(A Plenos Pulmões, Maiakovsky 1928-1930)

04 novembro 2017

Porque hoje é sábado ( )

Sabrina Claudio


A sugestão musical deste sábado vai para a
cantora norte-americana Sabrina Claudio.




Artigo de Manuel Loff no «Público»

Uma senhora pazada
de terra sobre tantos outros textos



«(...) Como escreveu Moshe Lewin (O Século Soviético, 2005), “as representações do sistema soviético” reproduzidas no Ocidente, “largamente influenciadas pelas realidades ideológicas e políticas de um mundo bipolar”, baseadas em “juízos fundamentalmente ideológicos”, têm, desde sempre, impedido avaliar com rigor a dimensão social e cultural do projeto soviético. A sobrepolitização da análise do sistema soviético levou — e leva ainda — a que se “estude a URSS exclusivamente no seu estatuto de Estado ‘não democrático’ e se discuta o que não era, em vez de tentar compreender o que era”.

Na era do medo e do choque como instrumentos de gestão política (Naomi Klein), é revelador que a patologização das revoluções como processos de mudança tenha desenterrado as formas mais preconceituosas de encarar a história. Entre os piores vícios de análise das revoluções que por aí campeiam neste centenário de 1917 estão, antes de mais, essa essencialização da violência como caraterística genética da Rússia e da sua cultura, ou a ideia de que as revoluções, mais do que resultado da ação e da tomada de posição de grandes atores coletivos e da intersecção de tendências profundas (que maçada ter de as estudar...), são produto da manipulação de revolucionários profissionais, de líderes sobre-humanos (Lenine, Estaline) descritos como protagonistas da violência ideocrática, e, portanto, atores sociais desligados do conjunto da sociedade. Da mesma forma que as teses tradicionais da sovietologia ocidental (sobretudo Robert Conquest, 1968) e o próprio discurso oficial da URSS pós-estalinista e da Rússia pós-soviética elevaram Estaline ao altar de “tirano sanguinário empenhado em conseguir o poder total”, dessa forma “esquivando-se ao desafio narrativo de ter de dar conta da variedade das vítimas e dos perpetradores e desentranhar a complexa história da violência política na URSS” (James Harris, O Grande Medo, 2016), o discurso que se tem produzido no centenário continua a falar da “Revolução de Lenine”, que, por essa mesma autoria individual, não teria sido “uma marcha de forças sociais abstratas e de ideologias” (Orlando Figes, A Tragédia de Um Povo, 1996). Se há atitude que diz muito do ciclo de desdemocratização em que vivemos é, aliás, este regresso da velha abordagem que procura o cabecilha, em vez de entender o movimento. »

02 novembro 2017

O silenciado Relatório do FMI

Agora podemos não
querer saber mas convinha
estar atento ao futuro próximo

  
O Público destaca hoje em chamada de 1ªpágina uma entrevista com o título «Uma nova crise global é possível ? Michael Ash avisa que nada mudou». Assim sendo, já não passo por profeta da desgraça se, depois de uma estadia de 20 dias no congelador, chamar a atenção para este relatório do FMI que passou despercebido em Portugal .


ver aqui 

01 novembro 2017

Para o seu feriado

voltando sempre
a Lila Downs






Festejos do fim da URSS

Uma leitura
completamente ao contrário


No quadro das peças que tem vindo a publicar sobre o Centenário da Revolução de Outubro, perdão sobre o fim da URSS, um texto de Manuel Carvalho termina hoje assim de uma forma que me parece bastante estranha : «A Rússia, de acordo com um relatório do banco Credit Suisse de 2015 é, entre as economias desenvolvidas, a mais desigual do mundo, na qual os 10% mais influentes dominam 87% de toda a riqueza nacional. Para quem procura lições na Revolução para projectar o futuro, talvez este facto seja um bom começo

A questão é que posso estar a ser pouco inteligente mas parece-me antes que «este facto» é um «bom começo» mas é para quem «procurar lições» na contra-revolução para «projectar o futuro ».

31 outubro 2017

Um livro estrangeiro por semana ( )

Reckless Daughter -
A
portrait of Joni Mitchell

19,25 $

Apresentação :"She was like a storm." ―Leonard Cohen

Joni Mitchell may be the most influential female recording artist and composer of the late twentieth century. In Reckless Daughter, the music critic David Yaffe tells the remarkable, heart-wrenching story of how the blond girl with the guitar became a superstar of folk music in the 1960s, a key figure in the Laurel Canyon music scene of the 1970s, and the songwriter who spoke resonantly to, and for, audiences across the country.
A Canadian prairie girl, a free-spirited artist, Mitchell never wanted to be a pop star. She was nothing more than “a painter derailed by circumstances,” she would explain. And yet, she went on to become a talented self-taught musician and a brilliant bandleader, releasing album after album, each distinctly experimental, challenging, and revealing. Her lyrics captivated listeners with their perceptive language and naked emotion, born out of Mitchell’s life, loves, complaints, and prophecies. As an artist whose work deftly balances narrative and musical complexity, she has been admired by such legendary lyricists as Bob Dylan and Leonard Cohen and beloved by such groundbreaking jazz musicians as Jaco Pastorius, Wayne Shorter, and Herbie Hancock. Her hits―from “Big Yellow Taxi” to “Both Sides, Now” to “A Case of You”―endure as timeless favorites, and her influence on the generations of singer-songwriters who would follow her, from her devoted fan Prince to Björk, is undeniable.
In this intimate biography, drawing on dozens of unprecedented in-person interviews with Mitchell, her childhood friends, and a cast of famous characters, Yaffe reveals the backstory behind the famous songs―from Mitchell’s youth in Canada, her bout with polio at age nine, and her early marriage and the child she gave up for adoption, through the love affairs that inspired masterpieces, and up to the present―and shows us why Mitchell has so enthralled her listeners, her lovers, and her friends. Reckless Daughter is the story of an artist and an era that have left an indelible mark on American music.

Oito mortos

The New York Times em cima do acontecimento
A bystander’s video appears to show the suspect trying to flee the scene of the attack before being stopped by the police.

30 outubro 2017

Imprensa de «referência», pois então !

Um título de página
inteira no Público


Eu bem me parecia que, nisto do Trump, a mão russa já era antiga. Mas também se pode perguntar : porque não Ramsés II, Alexandre, o Grande, Carlos Magno ou Randolph Hearst ?

Há 52 anos

Cúmplices em meio
milhão de mortos


Ler aqui


 

27 outubro 2017

Eles bem nos avisam

Assis ou Belém
não diria melhor




Em artigo no Público de hoje, Francisco Assis  festeja as recentes atitudes de Marcelo Rebelo de Sousa e vislumbra exaltantes amanhãs que cantam para as suas ideias.
Conhecido o percurso e ideias do autor ,não preciso de gastar grandes argumentos, basta dar-lhe a palavra:

«(...)»Uma coisa é certa: Marcelo está para ficar e é preciso saber conviver com ele. As condições dessa convivência vão-se naturalmente alterando em função da evolução da própria realidade política, económica e social. Ora, essas condições modificaram-se substancialmente nas últimas semanas, quer pelos efeitos induzidos pelos resultados das eleições autárquicas, quer pelas consequências institucionais e políticas decorrentes da última tragédia dos fogos florestais. Essas transformações são de tal grandeza que nos levam a perspectivar o início de uma nova fase da vida política portuguesa. (...)»

«(...) Por estranho que neste momento possa parecer, poderemos estar prestes a assistir ao surgimento de uma nova e ainda mais original e sofisticada “geringonça” na vida política nacional. Marcelo Rebelo de Sousa ocupará, no contexto dessa novíssima “geringonça”, um lugar absolutamente central na nossa vida política. Beneficiando enormemente do amplo apoio popular de que dispõe, estará em condições de impor ao Governo e aos partidos da oposição uma agenda pública resultante de uma consensualização prévia de preocupações comuns aos principais agentes políticos portugueses. Foi já o que aconteceu agora, na gestão do período pós-incêndios. Essa autoridade presidencial, exercida nos limites das competências constitucionais, contrariará a tendência para uma excessiva polarização do confronto político, abrirá espaço para entendimentos parlamentares de geometria variável e terá, desde logo, dois efeitos benignos, um no Partido Socialista e no Governo que dele emana e outro no principal partido da oposição, o PSD — libertará o PS de uma excessiva dependência da extrema-esquerda parlamentar e desacorrentará o PSD de uma parte significativa do seu passado mais recente.(...)»

«(...) Se tudo correr bem, a novíssima “geringonça” absorverá a velha sem a eliminar, recuperará o chamado arco da governação em torno dos assuntos de maior incidência europeia e económica, contribuirá para uma real valorização da vida parlamentar e permitirá a superação parcial do ambiente algo atávico e anti-reformista que tem prevalecido no decorrer da presente legislatura.(...)»


Embora com um conteúdo diferente, há uma coisa em que estou de acordo com Francisco Assis. É quando ele diz que « Para que tudo suceda desta forma há naturalmente alguns requisitos que precisam de ser preenchidos». Na verdade, eu até sei que é possível modificar um regime por palavras e actos sem necessidade de mexer na Constituição. Mas, para isso, são precisos de facto dois requisitos : um que alguém queira e outro que alguém deixe. Eu estou de acordo com os que não deixarem.

P.S 1: Passados 10 dias, na página oficial da Presidência da República, continua lá o vídeo mas continua a não haver o texto da declaração lida pelo PR em Oliveira do Hospital em 17.10.2017. Marcelo perdeu o papel ?

PS 2 : Para mais tarde recordar, registe-se que, no seu «Tabu» na SIC Notícias, Francisco Louçã classificou o conflito velado entre o PR e o goerno como «guerras de alecrim e mangerona». Prefiro acreditar que são as limitações de um Conselheiro de Estado.

Reis, princesas e milionários

Desde a morte da
Grace Kelly só me interesso
por multimilionários




«(...) Las fortunas de los multimillonarios europeos están estrechamente relacionadas con las economías de sus respectivos países, por lo que Alemania, la mayor economía del Viejo Continente, lidera el ránking en el número de extremadamente acaudalados con 117, seguida del Reino Unido (55), Italia (42), Francia (39) y Suiza (35). En Francia fue donde el patrimonio de los multimillonarios creció más. En el año 2016 tuvo un incremento del 15 %, impulsado por las fortunas de solo unas pocas familias.
Le siguieron Suiza, con un aumento del 12 %; España, con un 10 %; el Reino Unido, con un 1 %, y Alemania, donde los multimillonarios incrementaron su patrimonio ligeramente por encima del 0 %.
A nivel mundial, UBS y PwC destacan que la riqueza de los millonarios ha vuelto a crecer en 2016 tras caer el año anterior un 5 %, hasta 5,1 billones de dólares. Así, su patrimonio aumentó un 17 % en 2016 a nivel global, hasta 6 billones de dólares.Además, hubo un aumento del 10 % en el número de multimillonarios en el mundo, hasta sumar 1.542.»